Fernando Schüler criou o projeto Fronteiras do Pensamento



O filósofo e professor Fernando Schüler falou sobre sua atuação como criador e curador do projeto Fronteiras do Pensamento, uma iniciativa que reúne grandes pensadores do mundo em encontros anuais realizados em Porto Alegre e São Paulo. Schüler explicou que o projeto nasceu em 2007 com o objetivo de promover o debate intelectual e cultural, trazendo ao Brasil nomes relevantes da filosofia, ciência, literatura, política e artes. Ele destacou que o evento busca estimular o pensamento crítico e cosmopolita, oferecendo ao público brasileiro a oportunidade de dialogar com ideias que moldam o mundo contemporâneo. A edição de 2013, segundo ele, tinha como pano de fundo o conceito de cosmopolitismo, refletindo sobre os desafios e possibilidades de uma sociedade globalizada.



Durante a conversa com Jô Soares, Fernando Schüler também compartilhou aspectos curiosos de sua vida pessoal, como as dificuldades enfrentadas por pessoas muito altas — ele tem quase dois metros de altura — e contou histórias bem-humoradas sobre sua juventude. A entrevista teve um tom leve e descontraído, com Jô explorando tanto o lado acadêmico quanto o humano do convidado. Schüler falou sobre sua formação em filosofia e sua atuação como diretor do IBMEC, além de refletir sobre o papel da educação e da cultura no desenvolvimento de uma sociedade mais democrática e plural. Ele ressaltou que o Fronteiras do Pensamento não é apenas um evento, mas uma plataforma de ideias que busca formar cidadãos mais conscientes e engajados.

A participação de Fernando Schüler no programa foi marcada por uma combinação de erudição e acessibilidade, tornando temas complexos mais próximos do público geral. Ele defendeu a importância de espaços de reflexão como o Fronteiras do Pensamento em tempos de polarização e superficialidade, e destacou que o conhecimento deve ser compartilhado de forma aberta e generosa. A entrevista reforçou a relevância do projeto como um dos principais fóruns de discussão intelectual no Brasil, e apresentou Schüler como um pensador comprometido com a construção de pontes entre diferentes saberes e culturas. Sua presença no Programa do Jô contribuiu para ampliar o alcance da iniciativa e inspirar o público a valorizar o pensamento crítico e o diálogo como ferramentas de transformação social.