Flávio e Camilo Tavares conversaram com Jô Soares sobre o documentário que investiga a participação dos Estados Unidos no golpe de 1964 e reconstrói a trama política que levou à intervenção militar no Brasil, mostrando como decisões e articulações internacionais influenciaram a crise brasileira da época.
Flávio, que foi um dos quinze presos políticos trocados pela libertação do embaixador Charles Burke Elbrick em 1969, relatou memórias pessoais que conectam sua experiência direta com os acontecimentos retratados no filme, enquanto seu filho Camilo, diretor do documentário, explicou aspectos da pesquisa, do uso de fontes e da montagem que buscam evidenciar documentos e gravações que apontam envolvimento externo na derrubada do regime democrático.
A entrevista equilibrou depoimentos íntimos e análise histórica, com ambos descrevendo como o documentário reúne vozes de atores políticos da época, material de arquivo e reflexões sobre as consequências do golpe para a sociedade brasileira; discutiram ainda a recepção do filme em festivais e seu papel em reavivar o debate público sobre memória, responsabilização e a influência estrangeira em processos internos do país.
