Jorge Mautner falou sobre o projeto que traça a trajetória singular de sua vida e obra e que, segundo ele, tem a força de uma ficção pela maneira envolvente como apresenta memórias e episódios biográficos. Mautner elogiou o trabalho dos diretores e comentou a recepção do filme em festivais internacionais, onde muitos espectadores se surpreenderam ao descobrir que se tratava de um documentário, tamanha a construção narrativa e a carga poética das imagens e depoimentos.
Ao longo da entrevista, Mautner contextualizou aspectos centrais de sua formação e de sua produção artística, refletindo sobre influências intelectuais, a relação com a cena musical brasileira e a parceria com antigos companheiros de criação. Ele falou sobre a maneira como o filme reúne história pessoal, encontros com grandes nomes da música e reflexões filosóficas, transformando lembranças em material que dialoga com temas mais amplos como identidade, memória e exílio.
O compositor também mencionou iniciativas paralelas, como cursos e projetos culturais que ministra, nos quais compartilha sua visão de mundo e seu método criativo, e trouxe à tona lembranças de antigas conversas e da amizade com Jô, que dão tom íntimo à conversa. A entrevista alternou momentos de análise crítica sobre o documentário com narrativas pessoais e anedotas, permitindo ao público compreender tanto os bastidores da filmagem quanto o sentido mais profundo do trabalho de Mautner como artista inquieto e multifacetado.
