Dalcides Biscalquin contou sobre a transição de uma vida dedicada ao ministério para a condição de leigo, lembrando os dez anos em que atuou como padre e como essa trajetória foi fundamental para moldar sua sensibilidade artística e espiritual. A conversa trouxe à tona as motivações que o levaram a lançar seu primeiro álbum como leigo, intitulado Alma & Coração, e como o projeto funciona como um registro intimista das experiências vividas entre fé, dúvidas e afetos, transformadas em canções que misturam devoção e vivência cotidiana.
Ao falar do processo de criação, Dalcides explicou que as músicas nasceram de memórias, encontros e da necessidade de expressar uma nova fase da vida, ressaltando a importância do canto como forma de cura e comunicação. Ele comentou sobre as escolhas sonoras e poéticas do álbum, que privilegiam melodias acessíveis e letras que dialogam com um público amplo, sem perder a profundidade de quem carrega vivências religiosas intensas. O ex-padre também compartilhou episódios de bastidor das gravações e a colaboração com músicos e produtores que ajudaram a dar forma ao repertório.
A entrevista abordou ainda as reações pessoais e sociais à sua mudança de vida, incluindo o impacto sobre relações afetivas e a percepção pública, e como a música serviu para reconstruir vínculos e apresentar uma faceta mais próxima e humana de sua história. Dalcides destacou o desejo de manter o respeito por sua trajetória religiosa enquanto segue atuando como artista, afirmando que o álbum não rompe com suas raízes, mas amplia a maneira como comunica suas crenças e experiências.
Por fim, ele falou sobre a expectativa diante do lançamento e dos próximos passos, mostrando-se aberto a apresentações e a levar o repertório para diferentes plateias. A entrevista deixou claro que Alma & Coração é mais do que um registro musical: é um relato pessoal convertido em arte, um convite ao diálogo sobre fé, mudança e reinvenção.
