Salgado Maranhão relata sua origem em Cana Brava das Moças e os desafios que marcaram sua formação, desde a alfabetização tardia até os trabalhos informais que o aproximaram das vozes populares; essas experiências, segundo ele, alimentam a escrita e orientam a visão sensível sobre personagens e paisagens do sertão.
O autor descreve os temas centrais de sua obra — memórias do Nordeste, oralidade, figuras do cotidiano e a combinação de humor e dor nas narrativas — e comenta como esses elementos foram selecionados e organizados para a mostra no SESC, pensando tanto na preservação da cultura regional quanto na interlocução com o público urbano paulistano.
A entrevista enfatiza a importância de levar produções regionais a espaços maiores, a recepção do público e a expectativa de que a exposição amplie o alcance de vozes pouco representadas no circuito editorial, transformando objetos pessoais, textos e imagens em pontes para conversas sobre identidade, resistência e memória cultural.
