A conversa começa com Aderbal traçando sua trajetória como diretor, ator e ex‑estudante de Direito, contextualizando por que se envolveu com a organização da SBAT e com a defesa dos autores dramáticos; ele explica que a iniciativa nasce da necessidade de regularizar e dar visibilidade ao trabalho do dramaturgo, que muitas vezes fica invisível frente a produtores e emissoras. Ao longo do trecho exibido no programa, Aderbal descreve a SBAT como um espaço de articulação entre autores para discutir contratos, direitos morais e patrimoniais, além de promover debates sobre formação e políticas públicas para o teatro e a dramaturgia brasileira.
No desenvolvimento da entrevista, Aderbal detalha exemplos práticos de conflitos e lacunas legais que motivaram a criação da SBAT, citando casos em que autores tiveram seus textos adaptados ou utilizados sem a devida negociação, e defendendo a necessidade de instrumentos jurídicos e coletivos que protejam a autoria teatral. Ele também comenta sobre a importância de uma entidade que funcione tanto como sindicato quanto como fórum cultural, capaz de oferecer orientação técnica e mobilização política para garantir remuneração justa e reconhecimento profissional aos dramaturgos, além de fomentar a circulação de obras e a formação de plateias.
Por fim, a entrevista amplia o tema para o cenário mais amplo das políticas culturais no país, com Aderbal ressaltando que a SBAT pretende dialogar com outras instituições, produtores e o poder público para construir mecanismos sustentáveis de apoio ao teatro — desde editais e incentivos até a inclusão de dramaturgia nas políticas educacionais. Ele encerra reforçando a ideia de que a organização é uma resposta coletiva a um problema estrutural: a invisibilidade e a precariedade do trabalho autoral no teatro brasileiro, e a urgência de transformar essa realidade por meio de representação organizada e ações concretas da SBAT.
