A atriz Mônica Martelli fala sobre sua carreira



Mônica inicia a conversa contextualizando a peça como um fenômeno de público que nasceu do seu olhar sobre relacionamentos e do humor autobiográfico, explicando como a obra se consolidou por combinar comédia romântica, observações cotidianas e uma linguagem direta que dialoga com plateias amplas. Ela descreve o processo de montagem e a construção do monólogo, ressaltando que a peça se alimenta de situações reconhecíveis — encontros, desencontros e frustrações amorosas — transformadas em números cômicos que alternam ironia e empatia. Mônica também comenta a relação com o público nas apresentações ao vivo, destacando que a interação e a identificação das espectadoras foram fundamentais para a longevidade do espetáculo e para a circulação em diferentes cidades do país.



Ao longo da entrevista, Martelli aborda a transição da peça para o cinema, anunciando que a adaptação cinematográfica estava prevista para começar a ser rodada em agosto daquele ano e explicando as decisões criativas envolvidas na transposição do palco para a tela, como a necessidade de ampliar cenários e personagens sem perder a intimidade e o tom pessoal que marcaram o sucesso teatral. Ela também fala sobre sua atuação em televisão e no elenco do novo Saia Justa no GNT, situando a peça dentro de um momento de expansão de sua carreira entre teatro, cinema e TV; Mônica enfatiza que cada mídia exige ritmos e escolhas diferentes, mas que o núcleo da sua escrita e interpretação permanece centrado na observação afiada das relações humanas.

No fechamento da entrevista, Mônica reflete sobre o impacto cultural da peça e sobre o papel do humor como ferramenta de reflexão social, afirmando que transformar experiências pessoais em comédia permite tanto o entretenimento quanto a criação de um espaço de identificação coletiva. Ela comenta ainda os desafios de manter o frescor do texto em turnês longas e a importância de renovar a encenação sem trair a essência que conquistou o público, além de celebrar a possibilidade de alcançar novas audiências por meio do filme e das aparições televisivas. A conversa com Jô registra, assim, um momento de consolidação artística em que teatro, televisão e cinema se cruzam para ampliar o alcance de uma obra que fala diretamente sobre amor e cotidiano.