Clarice Falcão fala sobre o lançamento do seu CD virtual



Clarice Falcão apresenta o lançamento do seu CD virtual como um movimento natural de uma artista que transitava entre a atuação, o humor e a música, explicando que a escolha pelo formato digital refletia tanto a independência artística quanto a vontade de alcançar um público jovem e conectado. Ela descreve o processo de composição como íntimo e bem-humorado, destacando a importância de preservar uma linguagem pessoal e direta nas canções, que misturam ironia, delicadeza e observações do cotidiano. Ao comentar sobre a produção, Clarice ressalta que o formato virtual permitiu maior liberdade na divulgação e na experimentação sonora, além de facilitar o contato com fãs que a conheciam por vídeos e esquetes na internet.



Durante a conversa com Jô Soares, Clarice também aborda a sua trajetória artística e as colaborações que marcaram sua carreira até então, incluindo a relação com o grupo Porta dos Fundos e com o humorista Gregório Duvivier, que aparecem como referências de um universo criativo compartilhado entre música e comédia. Ela fala sobre como a exposição em plataformas digitais e em programas de televisão ampliou a recepção de suas músicas, transformando canções aparentemente simples em hinos de identificação para uma geração que consome conteúdo de forma rápida e viral. Clarice comenta ainda sobre a recepção crítica e do público, mostrando surpresa e gratidão pelo alcance do trabalho e pela forma como o CD virtual passou a circular sem as barreiras tradicionais da indústria fonográfica.

No encerramento da entrevista, Clarice faz uma pequena apresentação e demonstra a relação afetiva que mantém com suas composições ao cantá-las ao vivo no estúdio, evidenciando a intimidade performática que caracteriza seu trabalho e a capacidade de transformar histórias pessoais em canções acessíveis. Ela reflete sobre os desafios de conciliar carreira musical e outras atividades artísticas, mas reafirma que a música funciona como um canal direto de comunicação com o público, especialmente quando veiculada em formatos digitais que permitem compartilhamento e diálogo imediato. A entrevista deixa clara a visão de Clarice sobre o potencial transformador da internet para artistas emergentes e a importância de manter autenticidade criativa mesmo em um cenário de rápida circulação de conteúdo.