Hugo Barreto comemora o sucesso do Telecurso



Hugo Barreto, então Secretário Geral da Fundação Roberto Marinho, traça a trajetória do Telecurso desde sua criação até a comemoração dos 35 anos, destacando seu pioneirismo na oferta de educação básica por meio da televisão e sua capacidade de alcançar públicos excluídos do sistema formal de ensino. Barreto enfatiza que o projeto nasceu como uma resposta prática à necessidade de alfabetização e escolarização de jovens e adultos que não tinham acesso a cursos presenciais, e que a iniciativa se consolidou por combinar conteúdo pedagógico com formatos audiovisuais acessíveis, além de parcerias estratégicas com instituições e governos. Ele também ressalta o papel institucional da Fundação na concepção e manutenção do programa, apontando que o Telecurso se tornou referência por sua abordagem didática adaptada à telessala e por formar profissionais capacitados para atuar como mediadores do aprendizado nas comunidades.



Ao longo da entrevista, Barreto apresenta dados e relatos que ilustram o impacto social do Telecurso: mais de seis milhões de pessoas beneficiadas pelas telessalas e exemplos concretos de trajetórias transformadas pelo acesso à educação, como depoimentos de ex-alunos que chegaram à universidade graças ao programa. Ele explica como o Telecurso foi integrado a políticas públicas de educação, funcionando em muitos casos como complemento ou componente de programas oficiais e alinhando-se a diretrizes do Ministério da Educação. Barreto também comenta o processo de formação de professores e multiplicadores, descrevendo-os não apenas como instrutores, mas como “animadores” do aprendizado, preparados para motivar e acompanhar estudantes em contextos diversos, o que contribuiu para a eficácia e longevidade do projeto.

Por fim, a entrevista aborda desafios e perspectivas: Barreto reconhece as transformações tecnológicas e sociais que exigem atualização constante do Telecurso, mas defende que os princípios pedagógicos e a missão social permanecem válidos. Ele discute adaptações necessárias para ampliar o alcance em regiões remotas, a importância de parcerias com governos estaduais e municipais e a necessidade de combinar mídias tradicionais com novas plataformas para manter a relevância do programa. A conversa fecha com uma celebração do legado do Telecurso como um modelo de educação inclusiva que influenciou políticas e práticas educacionais no Brasil, reafirmando a visão da Fundação Roberto Marinho de que iniciativas de larga escala podem promover mobilidade social e oportunidades educativas para populações historicamente marginalizadas.