João da Cruz Ramos Filho apresenta ao público a ideia criativa e provocadora que o tornou conhecido: as chamadas camisinhas poéticas. Inventor e idealizador do projeto, ele explica que a proposta surgiu da união entre arte, humor e educação sexual, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o uso do preservativo de forma leve e inteligente. As embalagens trazem poemas curtos, frases bem-humoradas e reflexivas, que despertam curiosidade e quebram tabus relacionados ao sexo, transformando um tema muitas vezes tratado com constrangimento em algo acessível e culturalmente interessante.
Durante a conversa com Jô Soares, João relata o processo de criação das camisinhas poéticas e as dificuldades enfrentadas para colocar a ideia em prática. Ele comenta sobre a resistência inicial do mercado, o preconceito em relação à mistura de poesia com um produto ligado à sexualidade e os desafios burocráticos e financeiros para produzir e distribuir o material. Apesar disso, destaca a recepção positiva do público, especialmente entre jovens e pessoas ligadas à arte e à educação, que enxergaram no projeto uma forma criativa de promover prevenção, saúde e consciência social.
Ao longo da entrevista, João da Cruz Ramos Filho reforça que seu trabalho vai além da venda de um produto, pois carrega um propósito educativo e cultural. Ele defende que a poesia pode estar presente em todos os espaços da vida cotidiana, inclusive nos mais inesperados, e que a criatividade é uma ferramenta poderosa para provocar reflexão e mudança de comportamento. Com bom humor, Jô Soares valoriza a originalidade da iniciativa, conduzindo a conversa de forma descontraída e destacando a importância de projetos que unem arte, cidadania e responsabilidade social.
