O cineasta Fausto Noro fala sobre o seu mais recente filme



O cineasta Fausto Noro esteve no sofá do Programa do Jô para conversar com Jô Soares sobre seu mais recente projeto cinematográfico, o filme “Satyrianas 78 horas e 78 minutos”, uma obra que mistura elementos de documentário e ficção e retrata o festival teatral homônimo que acontece em São Paulo, organizado por grupos teatrais que ocupam a Praça Roosevelt. Noro explicou como surgiu a ideia de fazer um filme sobre esse evento cultural, destacando que o festival representa um tipo de expressividade artística experimental e colaborativa que ele considerou inspiradora e rica para a linguagem cinematográfica. O diretor detalhou o processo de construção da narrativa, que combina registros reais com elementos ficcionais para criar uma obra que é, ao mesmo tempo, um documento e uma experiência dramatizada das vivências dos artistas envolvidos.



Durante a conversa, Noro também compartilhou histórias dos bastidores da produção, incluindo as etapas de seleção de elenco e a escolha da atriz principal, explicando que esse processo envolveu testes detalhados para encontrar alguém que pudesse transitar com autenticidade entre os vários registros que o filme exige. A relação entre o cinema e o teatro foi um tema presente na discussão, já que o projeto surge justamente do cruzamento desses dois universos artísticos — a obra cinematográfica que reflete uma manifestação teatral efêmera e coletiva. A interação com Jô Soares mostrou um diretor à vontade para explicar tanto aspectos técnicos quanto poéticos de seu trabalho, demonstrando entusiasmo pela forma como conseguiu captar a energia do festival e traduzi-la para a linguagem cinematográfica.

Além de falar sobre o filme, Noro destacou a importância de projetos culturais independentes e a vitalidade que eles trazem para a cena artística brasileira, ressaltando que iniciativas como as que inspiraram “Satyrianas 78 horas e 78 minutos” ampliam o espaço para a produção de narrativas fora dos circuitos convencionais de mercado. Essa parte da conversa ressaltou não só a carreira de Noro como cineasta, mas também sua visão sobre a função social da arte e sua capacidade de conectar públicos e criadores em experiências estéticas inovadoras. A entrevista, ainda que relativamente breve dentro da programação do talk show, ofereceu ao público uma visão aprofundada sobre o processo criativo de um diretor engajado com a cena cultural contemporânea.