O fotógrafo e escritor Eduardo Muylaert fala sobre sua participação no livro As Letras da Lei, uma obra coletiva que reúne contos inspirados em artigos da legislação brasileira. Durante o bate-papo, Muylaert explica que o projeto buscou aproximar o público do universo jurídico por meio da literatura e da fotografia, transformando normas legais em histórias ficcionais que revelam situações humanas e dilemas morais. Ele comenta que sua contribuição incluiu tanto a produção de imagens quanto a participação criativa no conceito visual do livro, criando um diálogo entre texto e fotografia para enriquecer a experiência do leitor. A conversa apresenta o projeto como uma tentativa inovadora de mostrar que a lei, frequentemente vista como algo técnico e distante, também pode inspirar narrativas envolventes.
Ao detalhar o processo de criação, Muylaert conta que cada conto do livro foi desenvolvido a partir de um artigo específico da legislação, reinterpretado por diferentes escritores convidados. As fotografias que acompanham os textos foram pensadas para ampliar o sentido das histórias, funcionando como uma extensão visual dos temas abordados. Durante a entrevista, ele explica que o desafio estava justamente em transformar conceitos jurídicos, muitas vezes complexos ou abstratos, em situações dramáticas compreensíveis e interessantes para o público. O fotógrafo comenta ainda que procurou criar imagens que evocassem tensão, ambiguidade ou reflexão, reforçando os conflitos presentes nos contos e ajudando a construir uma atmosfera narrativa que dialogasse com o conteúdo literário.
Ao longo da conversa com Jô Soares, o convidado também fala sobre sua trajetória profissional na fotografia e em projetos culturais, destacando o interesse por trabalhos que misturam diferentes linguagens artísticas. Ele ressalta que iniciativas como “As Letras da Lei” demonstram como a arte pode tornar temas formais mais acessíveis e estimulantes, aproximando áreas aparentemente distantes, como o direito e a literatura. A entrevista segue em tom descontraído, com o apresentador explorando curiosidades sobre o projeto editorial e sobre o processo criativo de Muylaert, encerrando com a ideia de que o livro representa uma forma criativa de refletir sobre a lei e suas implicações na vida cotidiana.
