O músico Pinto do Acordeon conversa com o apresentador Jô Soares sobre sua longa trajetória na música nordestina e sobre a convivência com grandes nomes do gênero. Durante a conversa, ele relembra o início de sua carreira e explica como se aproximou do universo do forró, destacando a forte influência cultural do Nordeste em sua formação artística. O acordeonista comenta que teve a oportunidade de integrar a equipe musical do lendário Luiz Gonzaga, experiência que considera uma das mais importantes de sua vida profissional. Segundo ele, trabalhar ao lado do “Rei do Baião” não apenas ampliou suas habilidades musicais, mas também lhe proporcionou um aprendizado profundo sobre disciplina, estrada e respeito pela cultura popular nordestina.
Ao longo da entrevista, Pinto do Acordeon demonstra ser um narrador carismático ao compartilhar histórias curiosas e bem-humoradas de sua convivência com Luiz Gonzaga e com outros artistas da época. Ele relata episódios das longas viagens pelo interior do Brasil, das apresentações em festas populares e das situações inesperadas que surgiam durante as turnês. Entre uma lembrança e outra, o músico descreve o ambiente dos bastidores e a relação próxima que Gonzaga mantinha com seus companheiros de palco. As histórias revelam tanto o lado humano quanto o profissional do cantor, mostrando um artista dedicado que valorizava os músicos que o acompanhavam e tinha grande orgulho de representar a cultura nordestina.
Além das recordações do passado, Pinto do Acordeon também fala sobre sua própria carreira como compositor e intérprete, ressaltando a importância de manter viva a tradição do forró e da música regional brasileira. Ele comenta sobre suas composições, suas apresentações e o compromisso de preservar a sonoridade do acordeon dentro da música popular. A conversa com Jô Soares segue em clima descontraído, marcada por risadas e relatos cheios de nostalgia, reforçando a imagem do músico não apenas como um instrumentista talentoso, mas também como um excelente contador de histórias que carrega consigo memórias importantes da história da música nordestina.
